Audiência pública debate investimento bilionário em energia através de GNL no porto de Rio Grande

Audiência pública debate investimento bilionário em energia através de GNL no porto de Rio Grande

Construção de terminal e usina termelétrica será analisada para autorizar o licenciamento ambiental do projeto. Fundação Estadual de Proteção Ambiental realiza reunião virtual na quarta (22).

 

Um investimento de R$ 6 bilhões, que pode se tornar o maior já feito pela iniciativa privada no Rio Grande do Sul , será debatido na quarta-feira (22), às 19h, de forma virtual. A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM) realiza audiência pública para apresentar o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto (RIMA) do projeto, que prevê um terminal e uma usina termelétrica no porto de Rio Grande, no Sul do estado.

(Correção: ao publicar esta reportagem, o g1 errou ao informar que a audiência seria realizada na terça-feira, 21; na verdade, a audiência será na quarta-feira, 22, às 19h. A informação foi corrigida às 11h22 desta terça-feira, 21.)

Os interessados em se manifestar na audiência pública devem preencher o formulário neste link.

Os estudos vão detalhar etapas da obra que pretende mudar a matriz energética do estado. Na área portuária, a intenção é construir uma unidade para receber navios carregados com o GNL no estado líquido, para facilitar o transporte.

No terminal a ser implantado no porto, o combustível volta para o estado gasoso. De lá, o gás natural liquefeito seguiria para uma usina, com 1238 MW de capacidade instalada — um terço da demanda elétrica no estado. Além disso, o RS teria um incremento de R$ 400 milhões em ICMS.

A realização da audiência pública é mais uma etapa da reviravolta do projeto, dado como “perdido” pela Região Sul do estado. Em 2014, o Grupo Bolognesi venceu o leilão realizado pelo governo federal e tinha até janeiro de 2019 para iniciar a operação no porto de Rio Grande. Por problemas, não cumpriu o prazo e acabou perdendo a outorga dada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Em 2018, o grupo espanhol Cobra se interessou pelo investimento. Reativou a ideia, conseguiu apoio com lideranças locais e obteve na Justiça a decisão para que o projeto tenha continuidade. Assim que a licença ambiental sair, a promessa é de iniciar as obras e concluí-las em 36 meses, gerando 1,5 mil empregos.

Fonte: G1 RS e RBS TV

Publicado em: 20/12/2021