Projeto de parque eólico offshore em Rio Grande avança para nova fase de licenciamento

Projeto de parque eólico offshore em Rio Grande avança para nova fase de licenciamento

Empreendimento liderado por empresa japonesa prevê instalação de torres a 60 quilômetros da costa e início da operação em 2029

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O projeto-piloto Aura Sul Wind, que prevê a instalação de torres de energia eólica offshore a cerca de 60 quilômetros da costa de Rio Grande, avançou para uma nova etapa do processo de licenciamento ambiental.

Na quinta-feira (7), representantes da empresa japonesa JB Energy participaram de uma reunião na prefeitura para apresentar atualizações sobre o andamento do empreendimento.

Desde 2025, o município acompanha as discussões relacionadas à consolidação de uma nova matriz energética baseada na geração offshore. Em janeiro deste ano, a JB Energy instalou sua sede brasileira no Oceantec, parque científico e tecnológico vinculado à Furg.

A previsão da empresa é de que a primeira unidade entre em operação em 2029. Antes do início integral das atividades, está previsto um período de testes de três anos, com operação plena estimada para 2032.

Liderado por um consórcio de empresas nacionais e internacionais coordenado pela JB Energy, o empreendimento ainda está em fase inicial. Neste momento, os esforços estão concentrados em estudos ambientais, análises técnicas e econômicas, integração entre casco e turbina e estruturação do grupo responsável pela operação.

— O projeto obteve o Termo de Referência do Ibama e agora estamos trabalhando nos estudos necessários para a obtenção da Licença Prévia — afirma Rodolfo Gonçalves, CEO da empresa.

Segundo a companhia, o Porto do Rio Grande terá papel estratégico no projeto, atuando como base logística e de montagem das plataformas flutuantes. O terminal também deverá ser o primeiro consumidor da energia produzida pelo parque.

A reunião teve caráter institucional e reuniu representantes de diferentes setores para discutir o desenvolvimento do projeto e os impactos para o município.

— O objetivo é ampliar a transparência do processo e fortalecer a construção técnica e institucional da eólica offshore no país. Também é um momento importante para detalhar o escopo técnico definido pelo Ibama no Termo de Referência, emitido em fevereiro de 2026, que estabelece estudos ambientais, oceanográficos, socioeconômicos e de engajamento social necessários para o licenciamento federal — explica Gabriela Timerman, diretora executiva de Sustentabilidade e Assuntos Regulatórios da empresa.

O empreendimento utilizará turbinas MySE 18 MW, da Ming Yang Smart Energy, consideradas entre as mais potentes do segmento offshore no mundo e com capacidade até quatro vezes superior às turbinas onshore mais comuns atualmente no Brasil.

Cada plataforma flutuante será construída em concreto, com aproximadamente 11 mil metros cúbicos de cimento e altura equivalente a um prédio de 11 andares. Cada estrutura receberá uma turbina com capacidade de 18,5 megawatts.

Ainda conforme a empresa, os módulos das plataformas serão pré-fabricados no Rio Grande do Sul e montados em Rio Grande, com expectativa de utilização da estrutura do Estaleiro Rio Grande.

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Fonte: GZH ZonaSul

Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/zona-sul/economia/noticia/2026/05/projeto-de-parque-eolico-offshore-em-rio-grande-avanca-para-nova-fase-de-licenciamento-cmovra5un01oo016vmxu7lez6.html

Publicado em: 09/05/2026