Paralisação prevista pelo licenciamento ambiental ocorrerá entre agosto e outubro, durante o período de maior atividade pesqueira no litoral gaúcho
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A pesquisa sísmica realizada na Bacia de Pelotas será interrompida temporariamente entre 10 de agosto e 10 de outubro para reduzir os impactos sobre a fauna marinha durante o período de maior atividade pesqueira no litoral do Rio Grande do Sul. A pausa faz parte das condicionantes da licença ambiental concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e já estava prevista no cronograma do projeto.
Responsável pelo levantamento em uma área de aproximadamente 105 mil quilômetros quadrados, a empresa norueguesa TGS afirma que a interrupção não altera o planejamento da campanha sísmica, que deverá seguir até 2028.
Segundo a gerente global de Meio Ambiente da empresa, Laura Viana, a chamada “janela ambiental” foi incorporada ao projeto desde a fase de planejamento.
— Desde a concepção do projeto, nossa atividade de pesquisa considera a presença permanente e a vulnerabilidade da vida marinha, e a janela ambiental prevê um período de paralisação das atividades de pesquisa sísmica de acordo com a solicitação do Ibama — afirma.
Mesmo com a suspensão da aquisição de dados, os programas ambientais exigidos pelo licenciamento permanecerão em execução, incluindo o monitoramento das praias e o acompanhamento da fauna marinha.
Esta será a primeira interrupção desde o início da campanha sísmica 3D na região. Uma nova pausa semelhante já está prevista entre julho e setembro de 2027.
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Como funciona a pesquisa sísmica
A pesquisa sísmica é uma das etapas iniciais da exploração de petróleo e gás natural. O método permite identificar formações geológicas com potencial para armazenar hidrocarbonetos antes da realização de perfurações exploratórias.
Antes da campanha atual, a TGS executou levantamentos sísmicos em duas dimensões (2D), utilizados para o reconhecimento inicial da área. Agora, a empresa realiza uma pesquisa em três dimensões (3D), tecnologia que produz imagens mais detalhadas do subsolo e aumenta a precisão na identificação de possíveis reservatórios.
O procedimento consiste na emissão de ondas sonoras por equipamentos rebocados pela embarcação. Os sinais atravessam as camadas do subsolo marinho e retornam à superfície, onde são captados por sensores instalados em longos cabos. O sistema funciona de forma semelhante a um ultrassom e permite mapear as estruturas geológicas sem necessidade de perfuração.
A confirmação da existência de petróleo ou gás depende de uma etapa posterior, quando são realizados poços exploratórios.
Atualmente, a pesquisa utiliza o navio Ramform Titan, embarcação especializada em levantamentos sísmicos pertencente à empresa norueguesa PGS. A campanha começou em novembro de 2025 e ocorre em águas do Rio Grande do Sul. O ponto mais próximo da costa fica nas proximidades de Mostardas, a cerca de 95 quilômetros do litoral, em áreas com profundidade mínima de 200 metros.
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Fronteira da exploração de petróleo
A Bacia de Pelotas é apontada como uma das principais fronteiras para a expansão da exploração de petróleo no Brasil. Atualmente, a Petrobras mantém concessões na região em parceria com empresas como Shell, Petrogal Brasil, CNOOC, Chevron e ExxonMobil.
Os estudos sísmicos buscam ampliar o conhecimento sobre as formações g.eológicas da bacia e indicar áreas com potencial para futuras perfurações exploratórias, etapa necessária para confirmar a existência de reservas comerciais de petróleo e gás.
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Fonte GZH Zona Sul
Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/zona-sul/geral/noticia/2026/07/pesquisa-sismica-na-bacia-de-pelotas-sera-suspensa-por-dois-meses-cmrb2pav200r2013vig0bdetv.html
Publicado em: 07/07/2026