Biblioteca mais antiga do RS ganha tour virtual; veja ambientes raramente abertos ao público

Biblioteca mais antiga do RS ganha tour virtual; veja ambientes raramente abertos ao público

Experiência em 360 graus leva visitantes à sala de obras raras, à mapoteca e a um acervo que reúne cerca de 500 mil itens

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Biblioteca Rio-Grandense, considerada a mais antiga do Rio Grande do Sul, agora pode ser conhecida de qualquer lugar do mundo.

Um tour virtual em 360 graus permite percorrer o prédio histórico, localizado no Centro de Rio Grande, e visitar ambientes que normalmente não são abertos ao público, como a sala de obras raras e a mapoteca

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A experiência foi desenvolvida por professores e estudantes voluntários do curso de Arquitetura e Urbanismo do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), campus Rio Grande. O passeio reúne imagens do interior e dos arredores da biblioteca, além de informações históricas e arquitetônicas sobre o prédio.

Segundo Vanessa Bozenbecker, arquiteta responsável pelo projeto e professora do IFRS, a proposta, surgida durante sua tese de doutorado, é ampliar o acesso aos bens históricos da cidade e despertar o interesse pela visita presencial.

— A nossa intenção é divulgar para a população em geral alguns dos nossos patrimônios. Aqui estamos apresentando a Biblioteca Rio-Grandense, que é a grande estrela da Semana do Patrimônio — explica Vanessa.

O trabalho levou três meses entre a organização da equipe e as etapas de produção do primeiro passeio virtual e do vídeo para as redes sociais. Atualmente, o grupo é formado por quatro professores, um estudante do curso técnico integrado em Geoprocessamento e 10 alunos de Arquitetura e Urbanismo.

— Escrevi o projeto com base em uma experiência anterior. Na minha tese, descrevi em detalhes a metodologia e a importância de documentar e democratizar o acesso ao patrimônio edificado. Depois, apresentei a ideia aos colegas e percebemos que ela tinha relação com outros dois projetos — relata.

Entre os trabalhos relacionados estão duas iniciativas coordenadas pelo professor Christiano Toralles, conhecido como Kico. Uma utiliza geotecnologias aplicadas ao patrimônio, e a outra busca divulgar o curso de Arquitetura e Urbanismo do IFRS, criado há três anos.

A Biblioteca Rio-Grandense foi escolhida como ponto de partida porque é o tema central da Semana do Patrimônio deste ano. O projeto, porém, pretende alcançar outras construções históricas da cidade.

— O projeto é mais amplo, e temos a intenção de produzir vídeos e passeios por diversos edifícios que compõem o patrimônio do município. Resolvemos iniciar pela biblioteca porque já sabíamos que ela seria a estrela da Semana do Patrimônio — afirma Vanessa.

Acervo guarda 180 anos de história

Fundada em 15 de agosto de 1846, a Biblioteca Rio-Grandense completou 180 anos em 2026.

O acervo da instituição inclui obras do século 15 e uma das mais completas coleções de jornais do Estado, fundamentais para a pesquisa histórica. Ao todo, são cerca de 500 mil itens, entre livros, revistas, jornais, mapas e documentos históricos.

— A história da cidade do Rio Grande e do Estado está alocada neste prédio. Temos coleções praticamente completas de todos os principais jornais rio-grandinos que circularam ao longo do tempo, desde o período pré-Revolução Farroupilha até os séculos 19 e 20. É um acervo incomparável em termos de exclusividade. Há elementos que só são encontrados dentro desta casa e em nenhum outro lugar — afirma Francisco Alves, presidente da biblioteca.

Ainda conforme Vanessa Bozenbecker, durante a elaboração do projeto de visita virtual, diversas curiosidades sobre a biblioteca foram descobertas.

Entre elas está a presença de um dos maiores acervos sobre a Guerra do Paraguai, ainda pouco utilizado por pesquisadores, além de mobiliário doado por uma loja maçônica.

A pesquisa também identificou que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso consultou o acervo da instituição durante dois anos, na década de 1960, enquanto escrevia sua tese de doutorado.

Para quem deseja conhecer o espaço presencialmente, a instituição está aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, sem fechar ao meio-dia.

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Fonte: GZH ZonaSul

Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/zona-sul/cultura-e-lazer/noticia/2026/08/biblioteca-mais-antiga-do-rs-ganha-tour-virtual-veja-ambientes-raramente-abertos-ao-publico-cmt1ypa8401or013gcnochvi7.html

Publicado em: 23/08/2026