Ministério dos Transportes atualizou o plano de concessões econfirmou o edital em setembro
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O Ministério dos Transportes agendou o leilão da Rota Portuária do Sul – antigo Polo Rodoviário Pelotas – para dezembro deste ano. O lançamento do edital está programado para setembro. A confirmação foi feita ao Jornal A Hora do Sul pela assessoria do órgão. A Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul) é contrária e cobra mais espaço para debates, pois uma série de questionamentos segue sem respostas.
A Secretaria Nacional de Transporte Rodoviário atualizou a agenda do leilão, que irá estabelecer a nova empresa
responsável por administrar as BRs 116 e 392. São nove os leilões previstos para 2026, de acordo com o cronograma das concessões. Todos aparecem destacados em negrito na página, enquanto outros seis não estão apontados dessa forma na tabela.
A Rota Portuária do Sul é apresentada da seguinte forma: “As duas rodovias formam um eixo rodoviário que conecta o interior produtivo gaúcho ao Porto de Rio Grande, principal terminal portuário do estado. A BR-116 atravessa o estado no sentido Norte-Sul, ligando cidades como Porto Alegre, Caxias do Sul e Pelotas, enquanto a BR-392 conecta a região central e a Fronteira Oeste (via Santa Maria e Santana do Livramento) diretamente ao litoral sul, em quilômetros.”
Mudança
A informação do Ministério dos Transportes altera a notícia dada aos prefeitos da Zona Sul no mês de maio, em Brasília. Em reunião com dois coordenadores da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Emmanuel Valverde e Vinicius Carvalho, divulgou-se que o leilão ficaria para 2027.
Com o encerramento do contrato com a Ecovias Sul em 4 de março, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) assumiu as estradas da Metade Sul. São mais de 450 quilômetros que voltaram à gestão pública federal. O antigo Polo Rodoviário de Pelotas chegou ao seu final, após
28 anos, com o valor do pedágio em R$ 19,60, um dos mais
altos do país.
Azonasul é contra o leilão em 2026
Presidente da Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul), André Selayaran (MDB), prefeito de Santa Vitória do Palmar, conversou com o jornal A Hora do Sul. Segundo ele, a decisão surpreende e não contempla todas as dúvidas que ainda existem em torno do processo, levantadas durante as
audiências públicas.
“A gente recebe essa notícia com bastante preocupação, especialmente porque nós entendemos que a discussão, que a consulta pública, ela ainda não aconteceu na sua plenitude. Nós pedimos que fossem feitas mais audiências públicas aqui na região, que fosse feita em Jaguarão, em Rio Grande, e, pelo visto, não vão acontecer. O projeto apresentado em Pelotas tinha uma série de problemas, principalmente os portais free
flow, cortando cidades, no Posto Branco em Pelotas, na chegada de Jaguarão, na Quinta (em Rio Grande).”
Selayaran fala de uma nova ida a Brasília para tentar postergar o leilão e retomar as conversas.
O que a Azonasul cobra
– Obras já executadas, que constam para serem feitas pela concessão.
– Antecipação do lote 4 em Rio Grande, no Porto.
– Clareza no custo de cada obra dentro do projeto.
– Novas regras para o setor de transportes. Como foi concebido, o pedágio não contempla os interesses do setor de cargas. O preço elevado é mais uma medida, de acordo com a Azonasul, responsável por inviabilizar a região economicamente.
Detalhes do Projeto para a Rota Portuária do Sul
Características/distâncias:
– Santana da Boa Vista – Camaquã – Jaguarão – Rio Grande
– Extensão: 456,20 km
– Estimativa de empregos: 88.091 (diretos, indiretos, efeitorenda)
– Duplicação: 81,21 km
– Marginais: 38,58 km
– Pórticos a implantar: 14
– Investimento/Capex
– R$ 6,08 bilhões (Capex é o dinheiro gasto por uma empresa para investimentos a longo prazo).
– Ciclo de obras: do 3º ao 7º ano
Obras relevantes:
– 64 dispositivos e interseções (novos e remodelados)
– 39 passarelas de pedestres (novas e remodeladas)
– 2 pontos de parada e descanso
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Fonte: A Hora do Sul
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Publicado em: 22/08/2026