Estaleiro será responsável por quatro Handy Max, quatro gaseiros e quatro petroleiros da classe MR1; empresa prevê ampliação gradual das contratações conforme avanço dos projetos
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As embarcações serão utilizadas no transporte de petróleo e derivados ao longo da costa brasileira e integram o Programa Mar Aberto.
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A carteira de encomendas do Estaleiro Rio Grande começa a ganhar volume e a desenhar um horizonte de atividade para os próximos anos. Operada pela Ecovix, a estrutura será responsável pela construção de 13 embarcações.
Entre os contratos estão os quatro navios Handy Max, já em fase inicial de fabricação, cinco gaseiros encomendados pela Transpetro e os quatro petroleiros da classe MR1, cujo contrato foi formalizado nesta semana pela subsidiária da Petrobras.
Segundo o CEO da Ecovix, Robson Passos, o contrato dos MR1 entra agora na fase de eficácia, etapa que envolve a apresentação de documentos técnicos, garantias e seguros antes do início efetivo da construção.
— É importante frisar que esses contratos são de construção de uma embarcação e que, inclusive, no nosso escopo, está prevista toda a engenharia desse navio. O contrato começa com o desenvolvimento de uma engenharia básica, uma engenharia detalhada e um projeto executivo. Isso leva um tempo — explica.
De acordo com o executivo, somente após a conclusão dessas etapas será possível avançar para a aquisição dos equipamentos e materiais necessários à fabricação.
— O reflexo da assinatura desse contrato para a comunidade, principalmente no que diz respeito ao emprego, vai levar um pouco de tempo. Isso a gente não consegue evitar. É necessário fazer engenharia. Sem engenharia você não consegue construir. Com o contrato assinado, a situação está consolidada. Os empregos vão ser gerados, as pessoas vão ser admitidas e você vai ver de volta essa pujança do polo naval — afirma.
Atualmente, a Ecovix possui cerca de 500 trabalhadores mobilizados para as atividades relacionadas aos navios Handy Max.
Segundo Passos, esse projeto está em estágio mais avançado de desenvolvimento e deverá impulsionar a geração de empregos antes mesmo do início das atividades ligadas aos MR1.
— O projeto já está em desenvolvimento na Noruega, os desenhos de fabricação já começaram a ser desenvolvidos e as principais compras já foram realizadas. Com a chegada dos materiais e equipamentos, essa curva de mobilização de mão de obra vai aumentar e, com os outros navios na sequência, não vai parar mais — destaca.
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Estaleiro tem capacidade para executar todos os projetos
Enquanto a expectativa da comunidade está voltada para a geração de empregos, o desafio dentro do estaleiro será coordenar a construção simultânea das 13 embarcações em diferentes estágios.
Segundo a Ecovix, a infraestrutura instalada em Rio Grande foi projetada para atender demandas de porte superior às atualmente contratadas.
— Quando o estaleiro foi concebido, ele foi projetado para construir dois cascos de plataformas FPSO por ano. Cada um desses cascos tem cerca de 40 mil toneladas de aço, o que representa uma capacidade fabril de 80 mil toneladas anuais. Toda essa capacidade é superior ao volume de aço que vamos processar em todos esses contratos juntos — afirma Passos.
O executivo garante que a empresa não prevê limitações estruturais para executar os projetos.
— Não temos problema de capacidade fabril nem de espaço para construir essas embarcações simultaneamente — ressalta.
Segundo ele, a produção seguirá uma lógica de linha industrial, com diferentes projetos avançando ao mesmo tempo.
— Vamos começar pelos Handy Max, na sequência os gaseiros e os MR1, mas eles entram em produção em conjunto. O estaleiro possui duas linhas de fabricação de painéis e blocos, o que permite que esses projetos avancem simultaneamente — explica.
Durante o auge do Polo Naval de Rio Grande, o complexo participou da fabricação dos cascos das plataformas P-66, P-67, P-68, P-69 e P-70, destinadas ao pré-sal brasileiro.
Outro diferencial é o dique seco, considerado o maior da América Latina. Com aproximadamente 350 metros de comprimento e 130 metros de largura, a estrutura foi projetada para permitir a construção e integração simultânea de grandes embarcações e plataformas.
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Contratações devem crescer nos próximos meses
A expectativa da empresa é ampliar gradualmente o número de trabalhadores à medida que os projetos avancem.
Segundo a Ecovix, a previsão é de que o contingente atual seja duplicado até o final deste ano.
Para quem busca oportunidades futuras, a orientação é realizar o cadastro antecipado no banco de currículos da companhia.
— Nós temos um portal eletrônico para cadastro dos currículos. É importante que as pessoas façam esse cadastro porque o sistema permite localizar rapidamente as funções e experiências que precisamos para os processos de recrutamento e treinamento da mão de obra — afirma Passos.
O cadastro pode ser realizado no portal da empresa, onde os candidatos devem manter as informações profissionais atualizadas para futuras seleções.
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Fonte: GZH ZonaSul
Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/zona-sul/economia/noticia/2026/06/nao-temos-problema-de-capacidade-fabril-nem-de-espaco-diz-ceo-da-ecovix-sobre-construcao-simultanea-de-12-navios-em-rio-grande-cmqldyz0c028r012aa5to6d89.html
Publicado em: 20/06/2026