Tecon Rio Grande recebe R$ 290 milhões em equipamentos para movimentação de contêineres

Tecon Rio Grande recebe R$ 290 milhões em equipamentos para movimentação de contêineres

Três guindastes e seis equipamentos de pátio vieram da China; terminal prevê contratar cerca de 100 trabalhadores até outubro

.

O Tecon Rio Grande recebeu nesta sexta-feira (18) nove novos equipamentos para a movimentação de contêineres. São três guindastes de cais e seis equipamentos de pátio que poderão ser operados de forma remota. A aquisição representa um investimento de cerca de R$ 290 milhões.

Os equipamentos vieram de Xangai, na China, e fazem parte do plano de expansão do terminal, que prevê um investimento total de R$ 1,4 bilhão até 2030. Segundo o diretor de operações do Tecon Rio Grande, Giovanni Phonlor, a modernização busca ampliar a capacidade do terminal.

— Na prática, isso significa mais produtividade e eficiência para o Porto do Rio Grande e para a economia do Estado e da carga gaúcha. Nós também estamos trazendo tecnologia nova, então os operadores não vão mais tripular os equipamentos, eles vão operar de forma remota — explica.

O que fazem os novos equipamentos

Mariah Coi / Grupo RBS
Os equipamentos vieram de Xangai, na China, e fazem parte do plano de expansão do terminal.Mariah Coi / Grupo RBS

Dos nove equipamentos que chegaram ao terminal, três são STSs (Super Post Panamax), grandes guindastes instalados junto ao cais e utilizados para retirar e colocar contêineres nos navios.

Os outros seis são aRTGs (Automated Rubber Tyred Gantry), utilizados para movimentar e organizar os contêineres dentro do pátio. Juntos, os equipamentos participam de diferentes etapas percorridas pela carga dentro do terminal.

— Esses equipamentos são responsáveis por toda a movimentação de contêineres do terminal, desde recepcionar o contêiner do caminhão externo que traz a carga da fábrica ou do cliente até colocar no nosso pátio. Depois, ele vai para o nosso caminhão interno, que leva até a beira do cais, e esses guindastes maiores carregam o contêiner no navio — detalha Phonlor.

Os equipamentos foram adquiridos em março de 2025 da fabricante chinesa ZPMC. Conforme o diretor, foram necessários cerca de 18 meses para produção e montagem, além de aproximadamente 60 a 65 dias de transporte entre a China e Rio Grande.

Agora, será realizado o processo de desembarque e comissionamento, etapa que inclui testes e procedimentos necessários antes do início das operações. A expectativa é de que os equipamentos estejam funcionando já em outubro.

Operação será feita à distância

Outra mudança será na forma como os equipamentos serão controlados. Tanto os guindastes de cais quanto os equipamentos utilizados no pátio terão operação remota.

Na prática, os trabalhadores não precisarão permanecer nas cabines dos equipamentos durante a movimentação dos contêineres. A operação será realizada a partir de estações de controle, com apoio de sensores, câmeras e sistemas inteligentes.

— Estamos com todo um projeto de treinamento do time operacional para operar de forma remota esses equipamentos. Tanto os STSs, que são os guindastes de cais, quanto os RTGs, que são os equipamentos de pátio, são remotos. O plano é que façamos, nos próximos três meses, essa migração da forma de operar — afirma.

Segundo Phonlor, a mudança também busca proporcionar mais ergonomia e reduzir a exposição dos trabalhadores aos riscos da operação.

Os novos guindastes se somam a outros equipamentos adquiridos no processo de modernização. De acordo com o diretor, o terminal já recebeu 46 caminhões, dos quais 26 são elétricos, 40 carretas e quatro empilhadeiras, sendo duas elétricas.

Cerca de 100 contratações em outubro

Mesmo com o avanço da operação remota, o terminal prevê ampliar o número de trabalhadores. Segundo Phonlor, cerca de 100 pessoas devem ser contratadas em outubro.

As contratações estão relacionadas ao aumento da movimentação de cargas e à abertura de um sétimo terno de operação, o que permitirá manter mais um guindaste em atividade no cais.

— Esses equipamentos que chegaram agora são parte disso. Nós vamos estar contratando um sétimo terno, ou seja, vamos habilitar mais um guindaste para operar na beira do cais. Então, terão mais pessoas envolvidas e é um novo ciclo de contratação que se abre já este ano — explica.

O aumento da estrutura está relacionado também à estratégia de concentração de cargas provenientes da região do Prata. Atualmente, o Tecon Rio Grande atua como porto concentrador de cargas do Cone Sul, recebendo volumes que posteriormente seguem para outras rotas.

Para Phonlor, os investimentos também buscam aproximar a estrutura oferecida em Rio Grande daquela encontrada em grandes terminais internacionais.

— O cliente que opera aqui, o armador, para em outros portos. Ele para em Rotterdam, ele para em Xangai. Então, ele quer ter o mesmo nível de serviço daqueles portos. Não é uma questão só de inovar ou de se manter moderno. É uma questão de entregar um serviço de qualidade para um cliente que já tem essa qualidade em outros países, em outros portos — afirma.

Segundo o diretor, a ampliação da capacidade permitirá ao terminal trabalhar com volumes maiores nos próximos anos.

— Para o Estado significa ter um terminal de contêineres mais moderno, mais eficiente, com uma produtividade que capacita ele para operar volumes cada vez maiores. Nós já somos hoje o hub port, ou porto concentrador de carga do Cone Sul, e com esses investimentos vamos crescer ainda mais — conclui.

.

.

.

Fonte: GZH Zona Sul

Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/zona-sul/economia/noticia/2026/09/tecon-rio-grande-recebe-r-290-milhoes-em-equipamentos-para-movimentacao-de-conteineres-cmu738bdl01v1014x2r640dlr.html

Publicado em: 18/09/2026